Peter Serkin morreu em 1º de fevereiro de 2020. Ele tinha 72 anos. Eram suas próprias regras.
Ele não apenas quebrou os moldes da performance clássica. Ele o descartou.
Nascido na cidade de Nova York em 24 de julho de 1947, Serkin carregou o peso de uma dinastia musical. Seu pai era Rudolf Serkin, um titã do piano. Mas Pedro não se contentou em ser o herdeiro aparente. Ele queria ser outra coisa. Algo moderno.
O prodígio que abandonou as roupas formais
Serkin mostrou os primeiros sinais de que não seguiria as regras. Aos 12 anos, ele já estava no palco com orquestras americanas. Ele tocou Mozart. Ele interpretou Haydn. Os críticos chamaram isso de triunfo de um prodígio.
Ele chamou isso de aquecimento.
Ele estudou no Curtis Institute, na Filadélfia, até 1965. O treinamento foi rigoroso. As expectativas eram duras. Mas Serkin tinha outras ideias sobre aonde pertencia seu talento artístico.
“Ele abandonou o uso de trajes formais nos concertos e dedicou seus programas quase inteiramente aos compositores do século XX.”
Esta não foi uma fase. Foi uma declaração de guerra contra as tradições abafadas da sala de concertos do século XX. Em 1969, ele parou de usar smoking. Não há mais caudas. Não há mais gravatas brancas. Só ele e a música.
Suas gravações mudaram de foco. Ele mergulhou em J.S. Bach. Depois Franz Schubert. Mas a sua verdadeira paixão estava em outro lugar. O século XX. A vanguarda.
Por que Peter Serkin se aposentou aos 30 anos?
A maioria dos pianistas clássicos atinge o pico na casa dos 40 anos. Serkin desapareceu com quase 20 anos.
No início da década de 1970, ele se afastou dos holofotes. As razões eram complexas. Eles não eram sobre esgotamento. Eles eram sobre curiosidade.
Ele ficou obcecado por filosofias não ocidentais. Ele queria compreender as tradições musicais fora do cânone europeu. Então ele foi embora.
Ele viajou pela Ásia. Ele passou um tempo no Marrocos. Ele se estabeleceu no México. Ele não estava se escondendo. Ele estava ouvindo.
Este período define o que o tornou único. Enquanto seus colegas aperfeiçoavam Chopin, Serkin olhava o mundo através de lentes diferentes. Ele estava procurando por um som que ainda não havia sido gravado.
A Formação de Tashi e o Retorno
Ele voltou a se apresentar em 1973.
Mas ele não voltou sozinho. Ele foi cofundador do Tashi, um grupo de câmara que desafiava a classificação padrão. A instrumentação era incomum. Piano. Clarinete. Violino. Violoncelo.
Este não era o seu quarteto de cordas padrão com um acompanhante de piano. Foi um diálogo.
O repertório de Tashi centrou-se em compositores contemporâneos. Eles interpretaram Igor Stravinsky. Eles interpretaram Olivier Messiaen. Eles exploraram o círculo de Arnold Schoenberg. O grupo ficou conhecido por esta combinação única de instrumentos e música moderna.
As aparições públicas de Serkin permaneceram raras durante a década de 1970. Ele gravou com moderação. Ele se apresentava raramente.
Então veio 1980.
Depois de 1980,






















